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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Tyrannides
 Wetmore & Miller, 1926
Parvordem: Tyrannida
Família: Tityridae
 Gray, 1840
Subfamília: Tityrinae
 Gray, 1840
Espécie: I. pipra

Nome Científico

Iodopleura pipra
(Lesson, 1831)

Nome em Inglês

Buff-throated Purpletuft


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Em Perigo

Fotos Sons

Anambezinho

O anambezinho é uma ave da ordem dos Passeriformes, da família Tityridae. Conhecido também como anambé-de-crista. É um dos menores representantes do gênero, típico da encosta Atlântica do Brasil Oriental, ocorre em Mata Atlântica litorânea, Mata Atlântica de encosta, Mata Atlântica de altitude e na restinga arbórea (observado em Itanhaém, São Paulo). Fleumático, permanece sobre ramos finos e secos nas copas de árvores em quietude absoluta.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) ioeidës = de cor roxa, de cor púrpura; e pleura = lados; e do (grego) pipra, piprön, piprös and piprö = pequeno pássaro não identificado, mencionado por Aristóteles e outros autores e associado erroneamente com um pica-pau. Sua associação com os coloridos tangarás neotropicais parece ser arbitrária, embora Sick (1993) registre que “o nome pipira é usado indiscriminadamente para tangarás e traupídeos na Bolívia, Brasil e Peru”. ⇒ (Ave) com os lados de cor roxa similar aos tangarás.

Características

Mede cerca de 9,5 centímetros de comprimento e pesa cerca de 10 gramas.
Representante singular de asas longas, cauda curta e plumagem macia e rente. É cinzento, com a garganta e as coberteiras inferiores da cauda rosa-pardacentas, partes inferiores transfasciadas de branco e cinzento, lembrando remotamente aves do gênero Picumnus. O macho possui ao lado do peito, oculto sob as asas, um tufo de penas longas, sedosas e violáceas que faltam na fêmea. Quando excitado exibe a zona lilás, eriçando-a e afastando um pouco as asas.
Sua vocalização é um assobio agudo e bissilábico, um descendente “si-si” lembrando fim-fim (Euphonia chlorotica).

Subespécies

Possui duas subespécies reconhecidas:

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Fotos das subespécies de Iodopleura pipra
(ssp. pipra) (ssp. leucopygia)

Alimentação

Alimenta-se de pequenos frutos da mata atlântica (Lauracea, Euphorbiaceae, Loranthaceae, Rubiaceae, Urticaceae, Solanaceae, Myrsinaceae entre outras) mas também pode capturar insetos e suas larvas na galharia ou apanhando-os no ar em voos curtos. Em Ubatuba/SP foi avistado forrageando em Tapiás (Alchornea glandulosa - Euphorbiaceae) e Capororocas (Myrsine coriacea).

Reprodução

O anambezinho inicia seu período reprodutivo no começo do outono, quando os machos passam a cantar e defender fortemente seu território contra outros machos. O casal se forma e incia a construção do ninho no final de Junho. É justamente durante estes meses de inverno que o Anambezinho constroi seu pequeno ninho sobre alguma forquilha ou curva de um galho seco. As árvores escolhidas para a construção são sempre as que perdem suas folhas no inverno (em Ubatuba foi visto usando Citharexylum myrianthum - Verbenaceae). A fêmea constroi o ninho usando material que coleta e assenta este material contra o galho usando o uropígio e a cauda. Durante este período o macho fica empoleirado nos galhos próximos e ataca qualquer pequena ave que ouse se aproximar (observações pessoais - Henry Miller, Ubatuba-SP 2019) O ninho é muito pequeno e de difícil detecção a olho nu devido a seu diminuto tamanho e sua camuflagem, pois a ave o decora com musgos e líquens. Choca normalmente um único ovo por postura.

Hábitos

Vive na Mata Atlântica litorânea, de encosta e de altitude.

Distribuição Geográfica

Sua distribuição estende-se de Minas Gerais a São Paulo e no Nordeste (Bahia, Alagoas, Pernambuco e Paraíba). Duas subespécies: Iodopleura pipra pipra no Sudeste e Iodopleura pipra leucopygia no Nordeste (ameaçada de extinção).

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

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